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terça-feira, 14 de abril de 2015

As Cores do Vinho

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Todas as segundas feiras, as 9h tem um novo vídeo pra deixar esse dia chato mais legal e inspirador.

Semana passada o tema do vídeo foram as cores do vinho tinto. Nesse post vamos nos aprofundar um pouquinho mais no tema da cor dos vinhos.


Alicante Bouschet
A cor dos vinhos depende da casca da uva, que contém os antocianos. Uvas tintas fermentadas com a casca, portanto, adquirem a cor dessa casca. Mas como o mundo do vinho é o mundo das exceções, devemos lembrar que existem também as uvas chamadas "tintureiras", cuja polpa também é escura. Um exemplo é a Alicante Bouschet. 

Vinhos brancos são fermentados sem as cascas, então ficam claros. Ainda que fossem fermentados com ela isso não acrescentaria nem cor, nem outras grandes propriedades.


Alguns vinhos tintos são mais escuros que outros ou tem tonalidades diferentes. Isso acontece por causa do tipo da uva, que pode ter casca mais fina e menos antocianos (pinot noir ou nebbiolo) ou casca grossa e muitos antocianos (shiraz). 

Pode ser também por causa da idade. Um vinho tinto jovem costuma ter cor mais intensa e brilhante, enquanto os mais antigos vão clareando.


Idade avançando
As cascas da uva tinta, além dos antocianos, contém os taninos. Ambos os elementos são muito íntimos e vão conviver muito bem até o fim da vida do vinho. Quando o vinho tinto envelhece esses dois elementos se unem e despencam para o fundo da garrafa, formando borras e em consequência dessa queda a cor e os taninos diminuem.


Cores e corpo
No branco acontece o oposto. Um vinho branco jovem é mais claro, brilhante, tem reflexos por vezes esverdeados. Ao envelhecer ele vai adquirindo uma cor dourada intensa. Isso deve-se a oxidação natural e nem sempre é sintoma de vinho estragado! Existem vinhos brancos de guarda sim, dourados e deliciosos, bem como os de sobremesa com essa linda cor.


Cores e corpo
A barrica de madeira também influencia na cor do vinho branco, que quando fermentado e/ou tem passagem por ele, tende a pegar uma cor mais intensa. Pense no vinho branco como uma tela... em branco. Qualquer respingo de cor vai aparecer muito mais que numa tela escura.


Idade avançando
Os vinhos rosados de boa qualidade são feitos a partir de uvas tintas. Coloca-se as uvas com casca para fermentar e antes que essa casca transmita toda sua cor para o vinho, é retirada. Temos então cores incrivelmente variadas que podem ir dos tons alaranjados, rosa pálidos, salmão, rosa intenso, avermelhado. 


Dois exemplos, dentre muitos tons
A barrica também influencia muito os vinhos rosados, que podem adquirir tons acobreados. Nenhum outro vinho apresenta tantas e tão belas cores quanto os rosados.


Gostou? Quer saber mais? Nos dê dicas para os próximos vídeos lá nos comentários no nosso canal!

         

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Sobraram Ovos de Páscoa? Harmonize!

A Páscoa passou e ainda deve ter muita gente carregada chocolate em casa. Então, vamos aproveitar para falar de um vinho que combina super bem com chocolate: o vinho do Porto.

O vinho do Porto é diferente dos vinhos de mesa porque durante o processo de fermentação é acrescentada aguardente vínica. Este processo vai interromper a fermentação antes que todo o açúcar do mosto tenha sido transformado em álcool. Por isso os Portos são mais doces e alcoólicos que os vinhos tradicionais.

Existem diferentes tipos de Porto:

Porto Tawny é aquele de coloração mais alaranjada. Sua cor é assim porque ele é mais oxidado. Um Tawny passa no mínimo três anos em barris de carvalho, de aproximadamente 600 litros, podendo chegar a 40 anos. Os Tawny são excelentes aperitivos, mas os mais velhos são ótimos digestivos.

O Porto branco é feito exclusivamente de uvas brancas e pode ser seco ou doce. O mais seco é muito usado em drinks. Em geral são excelentes aperitivos.

Porto rosé é uma criação mais recente. São doces, frutados e fáceis. Ficam deliciosos em drinks (veja essa)

Os mais conhecidos são os Ruby. Estes são os de coloração mais intensa e sabor mais frutado, pois são menos oxidados. Envelhecem de três a seis anos em grandes (+ de 20.000 litros) toneis de carvalho. Foram feitos para serem consumidos jovens e ficam deliciosos com sobremesas, chocolates e queijos.

Os mais cobiçados são os Vintage. Um Vintage é produzido apenas em anos excepcionais. São riquíssimos em aromas e sabores. Extremamente frutados e potentes, tornam-se muito complexos e elegantes com a idade. Os Vintage ficam apenas dois anos em grandes tonéis de carvalho e são os únicos que evoluem na garrafa.

O LBV é originalmente um Vintage que não alcançou os padrões excepcionais da classificação. Sendo assim, o vinho é deixado por mais tempo nos toneis e é engarrafado entre o 4° e o 6° ano. Daí o nome LBV (Late Bottled Vintage).

Deu vontade?  Aproveite para conhecer nossos néctares da Quinta do Tedo:



domingo, 5 de abril de 2015

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Um Ano na Borgonha

por Gilmara Vesolli - sommelière da Casa do Vinho Famiglia Martini


"Um ano com as pessoas que fazem vinho como em nennhum outro lugar do mundo"

Não, infelizmente esse post não se trata de um anúncio. Não estou indo passar um ano na Borgonha. Trata-se um novo documentário sobre vinho que estreou na Netflix: A Year in Burgundy.

A encantadora Martine Saunier, francesa radicada nos EUA, pouco conhecida no Brasil, mas muito nos Estados Unidos, produziu esse documentário que foi dirigido pelo americano David Kennard.



O filme a acompanha nas visitas aos produtores que importa. 
Acompanhamos as 4 estações do ano de 2011 e as dificuldades comuns aos viticultores ao longo do ano e suas degustações e conversas com os produtores.
Talvez por se tratar de um filme feito por uma mulher, traga também outras mulheres durante o seu desenrolar. Achei isso particularmente interessante.


Senti também todas as agruras pelas quais passam os vignerons, bem como sua felicidade, preocupação e empenho em dar o melhor de si na melhor região vinícola do mundo. Vendo os pequenos terrenos mostrados no filme foi possível entender de fato o quão minúsculo pode ser o vinhedo de um grande vinho e passei a respeitá-los ainda mais.

É um filme que merece ser visto com a mesma atenção com que se degusta um Borgonha. Pode-se inclusive fazer as duas coisas ao mesmo tempo, pra não dar água na boca. O que não dá é para deixar de ter vontade de fazer as malas e partir...


Para acompanhar:









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