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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Curiosidades Sobre o Vinho

Das leveduras ao Código de Hamurabi, o vinho tem mesmo muitas curisidades!
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Luiza Responde

Dúvidas comuns relacionadas ao vinho são respondidas por Luiza Martini nesse vídeo.
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Malbec, muito além da Argentina.

A Malbec argentina é tão difundida que muitas pessoas acham que sua origem é esta. Bom, então está na hora de conhecer Cahors!


Cahors é uma região na França que fica próxima a Toulouse, aproximadamente 200 km de Bordeaux. A uva foi descoberta por um húngaro chamado Malbeck, daí a origem do nome. 


Os vinhos provenientes desta uva são muito escuros, concentrados, quase translúcidos. Possuem delicioso frescor, taninos vivos, boa acidez e grande potencial de envelhecimento. São elegantemente frutados com toques florais (violeta) e de especiarias. 

Dependendo do estágio em barricas, notas de couro e toques terrosos com o passar dos anos. A legislação atual permite que se faça um corte da Malbec com até 30% de Merlot e/ou Tannat, mas obedecendo sempre um mínimo de 30% de Malbec.

Que tal experimentar? 



Tannat, muito além do Uruguai.

Assim como acontece com a associação da Malbec com a argentina, as pessoas costumam identificar a Tannat ao Uruguai. 

Porém seu berço é Madiran, na França. A região fica ao sul de Bordeuax, em direção aos Pirineus.


Os vinhos produzidos ali têm a Tannat como sua base. São tintos de cor intensa, poderosos, tânicos (daí a origem do nome), com acidez viva e muito longevos. 
No séc. XI a região produzia vinhos rústicos e em grande quantidade, que eram muitas vezes usados para complementar vinhos de outras regiões. 

Em 1948 começou a estruturar suas atividades e foi introduzida a apelação de origem.  
Mas foi na década de 80 que passou a produzir vinhos de calibre. 

A legislação permite que sejam produzidos vinhos com no mínimo 60 a 80% de Tannat, e corte com as uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc ou a uva local Fer Servadu (Pinenc).


Deu curiosidade? Venha abrir seu leque de conhecimento e confira as novidades da Casa do Vinho Famiglia Martini.


Divoto Riserva Speciale 2009

Por Luiza Martini, sócia e proprietária da Casa do Vinho – Famiglia Martini

Obtido de Negramaro e Montepulciano (Doc de Copertino), foram produzidas somente 9.800 garrafas, na Itália. Inicialmente, fermentação em grandes cubas de carvalho esloveno; descansa em carvalho francês antes de ser submetido ao afinamento em garrafa durante um ano.  

Após sete longos anos de espera, está finalmente pronto para beber.

"A safra 2009 ficou conhecida como muito difícil, mas conseguimos produzir essas garrafas, resultado, mais do que nunca, de um intenso e dedicado trabalho na vinha. Verdadeira joia que, desde 1º de janeiro de 2017, delicia os entusiastas mais exigentes", diz o enólogo Maximiliano Apolonio.

No nariz, intenso, e na boca é ao mesmo tempo elegante e austero. O Divoto Riserva Speciale 2009 é rico em nuances: vermelho rubi com toques granada, notas de rosas e frutos vermelhos, tabaco e especiarias. 

Harmoniza com queijos e pratos bem estruturados. Pode facilmente ser interpretado como um vinho de meditação. 

Isto na verdade é o julgamento de Joseph Balthasar, médico, ensaísta e orador da Associazione Italiana Sommelier, que, no inicio de janeiro de 2017, conduziu a degustação de lançamento: 

"A combinação vencedora de Negroamaro e Montepulciano, produz um vinho de grande personalidade, surpreendente, vibrante, cheio de energia no olfato e paladar e ainda jovem. Um vinho para ocasiões especiais, destinado a durar, se não fosse pelo fato de terem sido fabricadas algumas poucas garrafas...”


10% desta produção encontra-se agora nas adegas da Casa do Vinho. 

Venha conhecer e aproveitar essa joia rara!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Origens dos nomes das uvas

Vamos conhecer um pouquinho sobre os nomes das uvas que produzem vinhos que amamos!

Sangiovese – deriva do latim sangue de Jove (Júpiter).

Merlot – provavelmente vem do diminutivo de Merle, nome francês do pássaro preto Melro e pode ser referencia a cor da uva.

Primitivo – deriva de Primativus e se refere à tendência de amadurecer antes das outras uvas.

Tempranillo – vem de temprano, também se refere à tendência de amadurecer primeiro.

Nebbiolo – vem de nebbia ou neblina em italiano. Durante a colheita costuma se formar uma neblina densa no Langhe, onde estão muitos vinhedos da nebbiolo.

Tannat – vem de tanino, característica marcante dos vinhos que produz.

Alguns nomes dão dicas do que podemos encontrar dentro da garrafa. A tannat é um bom exemplo. Outros nomes já podem causar confusão, pelo menos para nós, brasileiros. 

Por isso fique atento, o vinho feito da uva Dolcetto não tem nada de docinho. A uva soave também não produz vinhos suaves.

Já que citamos algumas uvas bem interessantes, porque não conhecer na prática um pouco mais?






quarta-feira, 5 de abril de 2017

Intervenções no vinho. Até onde são aceitáveis?

por Gil Vesolli, sommelière da Casa do Vinho Famiglia Martini

O vinho é o suco de uva fermentado pela ação das leveduras, correto? Sim, correto. Mas não apenas isso. 

Para que o vinho possa chegar até você vivo e saudável é preciso que haja alguma intervenção humana química, orgânica ou biodinâmica, em maior ou menor grau.

Por isso existem os diferentes tipos de vinhos a depender dessa escala de intervenção e da forma como ela é feita. A biodinâmica é a mais radical e “natural” possível - chegando a alguns extremos sem comprovação científica de resultados, como tocar música para os vinhedos.

Essa é uma prática semelhante à terapias alternativas de saúde como a Homeopatia ou heiki, embora também adote práticas saudáveis e comprovadas. Já os vinhos orgânicos necessitam de certificação e controle, mas sem práticas não comprovadas como nos biodinâmicos.

Os vinhos “tradicionais”, por outro lado, são partidários do bom uso da química a favor da viticultura. Os produtos usados devem ser todos aprovados pelos órgãos responsáveis em cada país produtor, em suas quantidades e formas permitidas.

Sanitizar as instalações onde o vinho é feito ou as garrafas no qual ele é embalado requer produtos químicos e são eles que farão com que microorganismos prejudiciais não afetem o vinho. As uvas recebem tratamentos químicos variados antes de virar vinho ou estariam sujeitas à todo tipo de doenças no pé, assim como qualquer fruta.

Leveduras industrializadas são usadas em vinhos tradicionais, exatamente do mesmo modo que as pessoas usam leveduras industrializadas para fazer pão em casa.

Para que o vinho torne-se menos sensível às variações de temperatura, possa ser transportado com segurança e permanecer inalterado em sua qualidade, também é permitido a adição de aditivos químicos.

O vinho tradicional continua sendo “suco de uva fermentado”. 
Os aditivos químicos estão presentes em nosso cotidiano em praticamente tudo o que comemos e são comprovadamente seguros. 
O problema não são os aditivos químicos, mas o abuso deles por parte de muitos produtores de alimentos, incluindo obviamente, os produtores de vinho.

Daí o constante conselho que ouvimos sobre conhecer o produtor e suas práticas.

A filosofia de cada produtor é decisória. Um produtor que cuide dos seus vinhedos de forma a deixar o vinho “criar-se” com a mínima intervenção possível é um produtor de vinhos saudáveis, ainda que se utilize dos aditivos. Não há garantias de que apenas por ser um produtor “natural” o vinho será saudável, melhor ou de maior qualidade. A depender do produtor, ocorre exatamente o oposto!

A tendência mundial são práticas com menos interferência química possível, a valorização do terroir e das características sazonais de cada safra.


Existem milhares de produtores que jamais se renderam à padronização do vinho - e o consequente abuso químico que isso gera - nunca cometeram irregularidades em relação à química e produzem vinhos de qualidade e saudáveis. 
Não tomemos todos por aqueles que não o fazem.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Uvas tintas e brancas podem ser plantadas juntas?

Começamos da curiosa a pergunta feita ao Dr. Vinny, da Wine Spectator. Em que o leitor queria saber se uvas brancas e tintas poderiam ser plantadas num mesmo vinhedo e se isto acarretaria no risco de acontecer uma polinização cruzada.

A vinicultura moderna utiliza plantas hermafroditas que se auto polinizam. Ou seja, assim que as flores se abrem, elas se polinizam para se transformarem em uvas, sem necessitarem da ajuda de pássaros ou abelhas. Assim, a não ser que sejam plantadas sementes onde o resultado seria uma planta mais tradicional, o risco não existe.
Mutações

A seleção de plantas tem como objetivo garantir uma qualidade e a prevenção de doenças. Para tanto, são necessárias mutações naturais, não as genéticas.

Algumas espécies sofrem mais mutações que outras. Uma delas é a Pinot Noir. Outra é a Primitivo, que apesar de ser geneticamente semelhante à Zinfandel, ambas descendentes da uva croata Crljenak kaštelanski (melhor nem tentar pronunciar!), e que hoje são um pouco diferentes, tanto no volume dos cachos como no tempo para atingir seu amadurecimento.

A variedade italiana parece ser mais suscetível às condições do terroir e acabou se adaptando e ganhando características diferenciadas de sua ‘irmã’. Os vinhos feito a partir da uva Primitivo tendem a ser mais condimentados e longevos, enquanto os feitos a partir da uva Zinfandel, mais frutados e potentes.

terça-feira, 21 de março de 2017

Mitos do Vinho: O fundo da garrafa tem a ver com a qualidade do vinho?

Com certeza alguém já te falou que vinho bom tem que vir na garrafa com fundo grosso e bem côncavo.

Existem diversas teorias a respeito da utilidade do fundo das garrafas, algumas beirando o bizarro, como a que diz o fundo da garrafa profundo é feito para que o vinho possa ser servido.              
               
     
                  


Não! A posição é extremamente desconfortável e há pouca firmeza na hora de servir o vinho segurando a garrafa pelo seu fundo. Pessoas que fazem isso talvez precisem abandonar o serviço de garçom e tentar uma vaga como malabarista.

Existem muitas possíveis justificativas para esse fundo na garrafa e não estão relacionadas à qualidade ou serviço do vinho.

Poderia ser para separar o vinho dos sedimentos, mas isso não justificaria a mesma garrafa ser usada para os brancos.

É para dar resistência, então? Isso só se justifica para os espumantes, que precisam de garrafas super resistentes devido à pressão que sofrem.

Na realidade o fundo côncavo é fruto do processo artesanal de produção, na época em que os vidros eram soprados. Hoje o fundo mais pronunciado acaba resultando em garrafas mais robustas e que aparentam ser maiores e sugerem qualidade. Ao olhar uma garrafa destas, você já se convence que o vinho é bom!


Então hoje, este tipo de garrafa é uma bela jogada de marketing. O que nem sempre vai significar que o vinho lá dentro é proporcional a embalagem.

A maneira mais segura de saber se o vinho tem ou não qualidade, portanto, continua sendo saber sobre o produtor, o importador e o lugar onde você compra. Se cada um nessa cadeia tiver qualidade...

                    

quarta-feira, 15 de março de 2017

Variedade ou Terroir?

Você com certeza já reparou que nem toda garrafa de vinho menciona o nome da uva da qual ele é feito, certo? Mas porque isso acontece?

Quando pensamos na longa história do vinho e da sua produção, vamos ter que pensar em um passado bem distante, na Europa e no conceito de Terroir.

Se você perguntar para um bordalês de que uvas é feito seu vinho ele provavelmente vai dizer “com as uvas de Bordeaux, oras!”. Isso porque nas regiões históricas há legislação a respeito de quais uvas podem ser plantadas, então não há pinot noir em Bordeaux, nem cabernet na Borgonha, por exemplo.

Portanto o vinho de Bordeaux só pode ser feito com as uvas autorizadas lá. E é assim por toda a Europa. Seria redundante mencionar no rótulo quais são as uvas uma vez que o nome da região já é mencionado. Quando você bebe um vinho europeu você está bebendo a “região”, não apenas as uvas. 

Já no Novo Mundo a história foi bem diferente. Primeiro porque já havia toda uma tradição vinícola construída durante séculos na Europa. Lá eles já sabiam o que plantar em cada terroir muito antes da América ser descoberta. Quando começou a surgir os vinhos no Novo Mundo, mencionar uma região não tinha significado nenhum, ao contrário da Europa. Quem iria ligar se o vinho vinha do Vale Central no Chile ou da Califórnia, nos Estados Unidos?

Foi aí que os vinicultores, numa boa estratégia de marketing resolveram promover a uva ao invés da região. E funcionou tanto que muitos produtores europeus passaram a mencionar as uvas além da região.

É daí também que vem nossa “mania” de querer saber de quais uvas são os vinhos. Isso traz pra gente, acostumados à essa menção no rótulo, um certo conforto, um “já te conheço”, uma segurança na hora da compra.


Muito mais importante do que haver ou não a menção do nome da uva, é uma coisa apenas: o vinho tem qualidade? 

Se tem, esqueça o resto. Ou estude um pouco a respeito das regiões e das uvas das quais você nunca ouviu falar. Assim, além de escolher melhor seus vinhos, você vai adquirir mais conhecimento e mais cultura, coisas que sempre caem muito bem com vinho.
;)


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